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E A MAMÃE, O QUE SENTE NO PÓS PARTO?!

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o-que-e-o-blue-pos-parto-qual-a-diferenca-da-depressao-pos-parto-300x225“Parecia que eu tinha sido atropelada. Doía o peito, de tentar amamentar, doíam os 10 pontos no períneo, doía o corpo inteiro do esforço. E doía o útero. Mais que tudo, doía meu coração a cada choro… às vezes acho que eu já estava ficando irritada com os gritos do meu próprio bebê. Nasceu, perfeito, maravilhoso, mas eu só queria me deitar confortavelmente na cama, sem visitas, sem tanta coisa para fazer e descansar um pouco com meu fihotinho.”

É normal que a mãe que acabou de ter bebê sinta um pouco de tristeza. Ainda (ou de novo?!) por culpa dos hormônios. Além de todo o processo do parto, as novas atribuições, o cansaço das noites mal dormidas, a mamãe quase não tem tempo para si mesma. Esta depressão “leve” é conhecida pela expressão americana “blues postpartum” ou “baby blues”, acontece com 50 a 80% das mulheres e vai embora sozinha mais ou menos na terceira semana. É reconhecida basicamente por um sentimento de tristeza inexplicável, fadiga, inquietação, ansiedade, impaciência, irritabilidade e choro sem razão aparente.

Mas não é normal que você continue infeliz. Claro que as poucas horas de sono pesam, mas com duas a três semanas o bebê pode começar a criar rotinas, dormir melhor à noite e você talvez já esteja mais acostumada e com menos dificuldade de gerenciar tudo.

Porém, se a sensação de tristeza, choro e incapacidade de lidar com as coisas continuarem por meses, dificultando ou impedindo a mãe de retornar às tarefas do dia a dia com normalidade, pode ser indicativo de depressão pós parto.

A tristeza se torna profunda e se transforma em angústia e ansiedade, afetando de 10 a 15% das mães. Mesmo sabendo que a depressão pós-parto pode ser prejudicial ao seu bem-estar e do bebê, menos de 50% das mulheres buscam tratamento. Algumas não percebem que estão doentes, outras sentem vergonha. Choro incontrolável, insônia, alterações de humor, cansaço extremo, perda de memória, desesperança, baixa auto-estima, preocupação excessiva, ansiedade, obsessão, compulsão, alterações do apetite, pouca concentração, sentimento de culpa, falta de interesse pelo bebê, medo de machucá-lo ou se machucar e pouco empenho em atividades que antes lhe davam prazer são os sintomas gerais.

Alguns fatores podem levar a mulher a desenvolver a depressão pós-parto, entre eles: ansiedade ou problemas de saúde na gravidez, um casamento complicado, gravidez indesejada, falta de apoio da família, ser mãe solteira, antecedentes de depressão – inclusive numa gestação anterior – e mães que ficaram hospitalizadas após o parto.

babyblues

A verdade é que todas as mães necessitam, SIM, de um apoio no pós parto. Uma orientação, uma ajuda na prática ou apenas algumas palavras de carinho. Muitas vezes, a ajuda pode não ser solicitada (ou nem mesmo recebida!), mas o fato da mãe saber que tem com quem contar é muito positivo. Mães com com apoio mostram-se mais sensíveis em sua interação com os filhos e com suas necessidades emocionais mais atendidas, tornam-se mais seguras para se centrar nas necessidades do bebê.

Alguns pesquisadores descobriram recentemente que o cérebro da mulher passa por um crescimento após o parto que modifica comportamentos e aumenta a motivação, raciocínio e emoções. Desta forma, o lado mãe fica mais aflorado, determinante para contribuir no cuidado e desenvolvimento com a criança. Nos casos de depressão, ocorreria justamente o contrário. Por isso é importante estar atenta.

E com fazer para minimizar o cansaço desta fase de adaptação? Tentando encontrar pequenos momentos para si mesma! Procure alguém de sua confiança e, depois de amamentar o bebê, enquanto ele tira uma sonequinha, tente tomar um banho demorado, morno, para relaxar. Use algum shampoo ou sabonete cheiroso (mesmo que você não esteja na sonhada banheira de hidromassagem). Vista uma roupa bonita, leia um livro por alguns minutos, ouça uma música animada.  Mesmo que por apenas alguns minutos, concentre-se só em você. Lembre-se que esse cansaço é provisório e que em pouco tempo a fase mais difícil passará e você dará conta de tudo.

E, no caso de não passar, não demore, procure ajuda. Você e seu bebê precisam – e merecem – todo o cuidado do mundo.